domingo, 20 de abril de 2008

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Sobre os lençóis de cetim se vira, põe-se a dormir sentindo a alma ser levada, por impulsos de sonhar, se sente tão leve quanto à folha de jasmim que a de cair. Tão leve é teu sono, e tão distante e profundo é seu sonho, o que serás que lhe passa na mente, para sonhar tão profundamente?
Será o amor que sente, será o ódio que o faz se aprisionar tão indistintamente... Só se sabe quem sonha quem tem os olhos voltados ao profundo interior... Só se sabe quem tem pensamentos, só se sabe quem estas a sentir.
Se for o amor, tendes a calmaria sentir, se for o ódio tenderas o desespero encontrar.
Mas quem sabe o que realmente será? Apenas saberá quando há doce donzela acordar.
E quando seus olhos a de abrir, cristalinos como água do mar, o sol a tocar sua pele tão branca e macia quanto seus próprios lençóis que a de cobrir seu corpo, veras a sua frente, tão amado a quem te aguarda, te acolhe te segura, seus olhos a lacrimejar, nem de tristeza nem de alegria, mas de emoção por ali estar, e assim passa a vida, com o tempo a reger seu coração, os labirintos de relvas se estendem a sua frente, mas não deixa de perder nem um segundo a esperança que a de encontrar novamente aquele que amas tão severamente.
Se o amor é tão indolente quanto aparenta ser, porque ainda amamos sem saber?...Amamos com o temor de perder, amamos com os pensamentos confusos em se arrepender, mas se tentamos compreender, as repostas não nos vem a mente, mas se encaramos sem querer saber descobrimos que o mundo é regido por este poder, pelo menos era ate a ganância se estabelecer, o egoísmo prevalecer, e a morte ser a única escapatória para a vida não se ver.


*textos de minha autoria*

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