sexta-feira, 18 de abril de 2008

Os dias não voltam mais, o passado é vivido por um livro, que guardo em meu armário fechado e lacrado, onde o leio quando necessário.
Sei que um dia tudo passara, mas vivo alegre enquanto a vida pode me dar um sorriso, e quando for preciso, deixarei sentir a lagrima que ira cair, de tristeza pode ser, mas que seja de saudade se não for pedir muito.
Sei que os tempos mudaram e continuarão a mudar, mas nada quero que se vá, pois comigo sempre deixarei estar.
O sopro do vento pode anunciar, um simples raio de sol pode chegar, e o dia pode se modificar, como as nuvens podem invadir o límpido céu azul e celeste a se encontrar.
De noite as luzes de uma cidade podem se apagar, de janela em janela a sombrear, de ruas em ruas a solidão passar, avante e constante enquanto o tempo ah de andar. Em tudo isso uma coisa persistira, no meu sangue a ferver um fogo a arder.
Veneno será para quem julgar, mas veneno é apelido, disfarce para um ombro amigo.
A chuva a chegar, os campos a regar, após as águas secarem um campo a se aflorar. Nos riachos se encontram, folhas secas a carregar, levam-nas para longe, mas minha vida deixe como esta.
Põe-me no chão, não me deixe voar, prefiro caminhar, entre montanhas a ultrapassar. Quero encontrar a beleza mais avante, e viver os dias radiantes.
Sorria enquanto pode uma hora à de se transforma, outra hora volta a se modificar, e mais uma vez mudara.
Os dias jamais irão voltar, mas tenha em mente que os próximos estão a chegar.


*textos de minha autoria*

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